CCZ de Ponta Porã descobre ‘depósito de lixo’ no centro
Região – 21/08/2007
Locais favorecem proliferação da dengue. Centro de Controle de Zoonoses intensifica ações visando impedir procriação do mosquito transmissor da doença. Meta é evitar epidemia no verão.
Na luta contra a dengue, em Ponta Porã, os profissionais que atuam no setor da Saúde, têm se deparado com situações inusitadas. E preocupantes. A cada dia que passa, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses é surpreendida com denúncias da existência de locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Recentemente eles encontraram um terreno baldio, no centro de Ponta Porã, tomado pelo lixo.
No local havia grande quantidade de materiais plásticos, especialmente garrafas, que favorecem a proliferação do aedes aegypti. O terreno pertence a um profissional de nível superior que está sendo notificado pelo CCZ. Ele terá o prazo de 30 dias para efetuar a limpeza. Caso não o faça, será multado em pelo menos R$ 800,00.
“É incrível como as pessoas não têm noção do perigo de uma contaminação da doença. Acabamos de sair de uma epidemia e, agora, estamos nos esforçando para controlar a situação para que no verão não voltem a ocorrer casos de dengue. Mas tem gente, inclusive esclarecida, que não se preocupa. Fica difícil, desse jeito”, desabafa a coordenadora do CCZ, Angyelaine Flores.
“Na primeira vez que a equipe esteve no local, promoveu o recolhimento de cerca de 50 sacos plásticos cheios de lixo. Cada saco tem capacidade para 100 litros. O caminhão foi cheio”, relata a coordenadora do CCZ.
Esta semana, a equipe voltou ao imóvel localizado na rua Marechal Floriano, bem no centro da cidade. E o que eles viram foi ainda mais desanimador. “Encontramos mais sujeira ainda. Ali um grupo de pessoas que vivem coletando materiais recicláveis nas ruas utiliza o local como deposito. Isso é um perigo enorme para a saúde dos vizinhos, pois os materiais são os que mais favorecem à procriação do mosquito transmissor da dengue. O dono parece que não tem noção do perigo”, declarou Angyelaine. . No local já foram encontradas larvas do mosquito transmissor da dengue.
InfestaçãoO trabalho que o setor da Saúde desenvolve em Ponta Porã, nesta época do ano, é fundamental para prevenir uma situação que se tornou preocupante no começo do ano. “Chegamos a ter um índice de infestação do mosquito transmissor da dengue da ordem de 2,7%. É quase o triplo do tolerado pela Organização Mundial de Saúde. Foram cerca de 2 mil casos notificados em Ponta Porã. Portanto, agora, no inverno, é necessário que se faça um trabalho de prevenção, procurando eliminar os locais onde pode ocorrer a proliferação do vetor da dengue. O trabalho tem que ser feito agora, porque lá na frente, quando chegar o verão, ficará difícil controlar a infestação”.
Hoje a infestação está na faixa de 0,11%. O tolerável é 1%. “A situação está sob controle agora. Por isso que não podemos facilitar. A população tem uma participação enorme neste trabalho. Basta colaborar eliminando os locais onde existe acumulo de sujeira”, enfatizou Angyelaine.
Fonte: Da Assessoria



