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Ricos de MS têm renda 9 vezes maior que a dos pobres

IBGE – 29/08/2007

A distância entre as famílias mais pobres e as mais ricas em Mato Grosso do Sul chega a nove vezes, segundo a pesquisa Perfil das Despesas do Brasil, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Conforme a pesquisa, enquanto numa família sul-mato-grossense de menor rendimento (que recebem até R$ 613,53 mensais) a despesa per capita é de R$ 194,93, nas de maior rendimento (R$ 6.166,87 ou mais por mês) o gasto por integrante é de R$ 1.754. O levantamento considerou os dados da POF (Pesquisa do Orçamento Familiar) realizada no País entre 2002 e 2003 formando dois grupos- os 10% mais ricos e os 40% mais pobres. Durante a elaboração da POF foram coletados dados em 2,5 mil domicílios sul-mato-grossenses e estudados 209 setores. Os dados indicam que a distância entre os que mais ganham e os que menos ganham no Estado é menor, um ponto, que no País e meio ponto no Centro-Oeste. A distribuição irregular de renda é fato, porém, em todo o território nacional. Ficou comprovado pelo levantamento que no País 40% das famílias com rendimentos menores(aquelas que recebem até R$ 758,25) tinham no ano da pesquisa (2003) despesa per capita de cerca de R$ 180. Já as 10% famílias mais ricas (que ganham R$ 3.875,78 ou mais por mês) tinham despesa per capita de R$ 1,8 mil. Ou seja, a distância média era de dez vezes. De acordo com a pesquisa do IBGE, os principais gastos das famílias brasileiras estão concentrados na manutenção da moradia, alimentação e locomoção. O setor da habitação chegou a consumir em 2003 até 35,5% das despesas das famílias. Em segundo lugar ficou a alimentação (20,75%) seguida pelo transporte (18,44%), a assistência à saúde com 6,49% e a educação com 4,08%. Os dados indicam que o gasto médio de uma família brasileira com renda de R$ 1.794,23 mil com a habitação chega a R$ 520,01, enquanto o transporte atinge R$ 270,16 e a saúde R$ 103,14. Entre as famílias que moram no Centro-Oeste os gastos com a habitação foram de R$ 514 para um ganho mensal médio de R$ 1,7 mil. Ficou apurado que a despesa média mensal das famílias onde a pessoa de referência era branca foi de R$ 2.262,24, o volume é 25% superior à média nacional (R$ 1.794,32). Naquelas onde o chefe se declarou negro, de R$ 1.245,09, e pardo de R$ 1.232,62.Pela análise da religião ficou comprovado que o maior rendimento médio mensal foi encontrado em famílias com pessoa de referência espírita (R$ 3.796,00), e o menor em evangélicos pentecostais (R$ 1.271,00). Em relação à escolaridade, famílias onde os responsáveis tinham 11 ou mais anos de estudo tinham renda mais elevada (R$ 3.796,00). Nas com menos de um ano de instrução, ela foi aproximadamente cinco vezes menor (R$ 752,00). As famílias das áreas urbanas gastaram mais do que as rurais, o que ocorreu para todas as características investigadas. Conforme o IBGE, 84% das famílias brasileiras não possuem pessoas com nível superior. O levantamento comprovou que nas famílias onde os responsáveis são do sexo masculino os rendimentos são até 21% maiores do que aquelas que têm pessoas do sexo feminino como responsáveis. O IBGE divulgou recentemente que as mulheres são as que mais despendem o tempo, independente de trabalharem fora, com as despesas domésticas. Entre as famílias mais pobres (com ganhos de até R$ 400 mensais), os gastos com medicamentos chegam a 76% do orçamento. Nas famílias mais ricas (acima de R$ 3 mil), este percentual foi de aproximadamente 23,7%. Em contrapartida, as despesas com planos ou seguros de saúde entre as famílias mais pobres representaram 7%, subindo com a renda das famílias até chegar a 37,19% nas com rendimento acima de R$ 6 mil. As famílias preferem pagar por medicamentos à vista.

Fonte: Campo Grande News

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