Conduta de Renan é considerada prejudicial, dizem relatores
O relatório apresentado por Marisa Serrano e Renato Casagrande apóia o pedido de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros.
Relatório – 31/08/2007
Em 70 páginas, o relatório elaborado pelos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) para apoiar o pedido de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi apresentado nesta quinta-feira (30) ao Conselho de Ética como uma peça que alia provas, evidências e considerações de valor. O objetivo dos dois relatores, segundo afirmam no próprio texto, foi demonstrar que a conduta de Renan (antes e durante o processo de investigação das denúncias contidas na representação do PSOL contra ele) prejudicaram a imagem e o funcionamento da Casa.
Casagrande e Marisa Serrano enumeram ao final do relatório os atos de Renan que, no entender deles, colocaram o Senado “vexado perante a opinião pública e desacreditado pela população”: a) a relação com Cláudio Gontijo, funcionário da Mendes Júnior; b) os pagamentos à jornalista Mônica Veloso e a evolução patrimonial do presidente do Senado; c) as irregularidades fiscais de Renan; d) a provável omissão de outras contas bancárias do senador; e) o desvio da verba indenizatória a que Renan tem direito como senador; e f) o suposto empréstimo de Renan junto à empresa Costa Dourada, de Maceió.
De acordo com os dois relatores, Renan expôs o Senado perante a opinião pública quando se valeu do funcionário de uma empreiteira com acesso a verbas públicas para pagar pensão a uma filha com Mônica Veloso. Além disso,Renan “faltou com a verdade” perante o Conselho de Ética e o Senado como um todo, ao apresentar documentos que não comprovam suas afirmações de inocência; ao deixar de apresentar documentos necessários à comprovação das denúncias contra ele; e ao apresentar informações e documentos de maneira “oportunista”, com a “crível” intenção de manipular os resultados das investigações.
Fonte: Folha de Dourados/Agência Câmara



