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Senadores do MS no olho do furacão

– 03/09/2007

Nos últimos quatro anos senadores do Mato Grosso do Sul estão ganhando destaque nacional por causa da posição de protagonistas em CPIs que abalaram e ainda estão abalando a política nacional, e mexendo com as figuras mais poderosas da República.
 
O ex-senador Ramez Tebet, quando foi presidente do Conselho de ética do Senado, em 2004, viu-se na missão de julgar ninguém menos que o ex-senador e ex-todo-poderoso Antonio Carlos Magalhães.
 
O crime cometido por Antônio Carlos foi o de violar o painel eletrônico para averiguar o voto de senadores na cassação do colega Luiz Estevão. Presidente do Senado e, para muitos, o político mais poderoso na época, ACM era tido, também, como intocável e poucos acreditavam que ele seria condenado.
 
O senador Ramez Tebet enfrentou todas as pressões na condução do processo no Conselho e o conduziu com independência as investigações. O resultado foi a renúncia de ACM quando percebeu que o parecer do Conselho de ética apresentaria o incriminaria. Além de conduzir esse processo importante, Ramez foi presidente do Senado.
 
Em 2005 foi a vez do sul-mato-grossense Delcídio do Amaral. Eleito em 2004, o neófito senador foi escolhido para conduzir a investigação da CPI dos Correios, que se tornaria histórica e o evento mais importante da vida política brasileira.
 
Como presidente da CPI o senador Delcídio do Amaral investigou membros do seu próprio partido (PT) e a CPI apresentou parecer que culminou, entre outras conseqüências, na cassação do ex-deputado federal José Dirceu, então chefe da Casa Civil, braço direito do presidente Lula e principal condutor do Partido dos Trabalhadores.
 
O desdobramento mais recente dessa CPI foi a aceitação por parte do Supremo Tribunal Federal das acusações apresentadas pelo procurador-geral da República, com base no relatório apresentado pela CPI dos Correios, que colocou no banco dos réus cerca de 40 envolvidos no caso do “mensalão”.
 
Hoje, quem está no “olho do furacão” é a senadora Marisa Serrano, com a função de investigar ninguém menos que o presidente do Senado, Renan Calheiros; o segundo homem mais importante na hierarquia republicana. O processo contra Renan é pauta da mídia nacional há alguns meses, e a senadora está trabalhando em meio a fortes pressões políticas tanto para a condenação quanto para a absolvição de Calheiros.
 
Em meio a crises políticas de âmbito nacional, Mato Grosso do Sul vem ganhando destaque e, através dos seus senadores, tem participado ativamente dos os fatos mais relevantes da política brasileira.

Fonte: Folha de Dourados

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