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Música e Arte: formas de inclusão para crianças portadoras de deficiência

– 03/09/2007

Crianças portadoras de deficiências visuais, paralisia cerebral, auditiva, têm revelado grandes habilidades artísticas em Dourados, talento que passaria despercebido pelos olhos da sociedade se não fosse à iniciativa do Espaço Cultural Submarino Amarelo que há dois anos atende as necessidades de inclusão do grupo através da arte e da música.
Segundo a idealizadora do projeto, Tânia Mara Rodrigues Azambuja, o Submarino Amarelo nasceu depois que a mãe de um dos participantes do grupo viu que o filho estava mais animado com as aulas de bateria praticadas dentro do grupo. “Meu companheiro o Neto dava aulas de percussão e bateria, quando a mãe de um dos alunos viu a importância do curso para seu filho ai nasceu o Submarino Amarelo”, disse ela.
Um dos problemas que o grupo ainda enfrenta é a falta de apoio. “Muita gente acha muito lindo todas as vezes que vamos nos apresentar, mas ninguém se movimenta para nos ajudar, esse foi um dos motivos que montamos a Associação Submarino Amarelo, para que as pessoas possam fazer doações e nos ajudar a continuar com o projeto”, explica Tânia.
Para Tânia a Associação é uma forma de ganhar credibilidade diante das pessoas públicas. “Vamos ver se com a Associação as pessoas percebam que aqui existe um projeto serio, para ajudar crianças portadoras de deficiência e não deficientes, para a inclusão delas na sociedade”, segundo ela ainda há dentro da organização um projeto de inclusão digital para crianças carentes, mas para que dê certo é necessário apoio das autoridades.
No ano passado o grupo esteve em Coxim (MS), para se apresentar no Festival de Tributo a Henrique Esplender. “Foi um dos acontecimentos mais emocionantes e mais marcantes dentro do grupo, nos apresentamos na praça central da cidade fazendo uma homenagem a nação indígena”, contou a idealizadora.
Um dos participantes do projeto de 14 anos, que não é deficiente, mas está incluso no Submarino Amarelo disse esperar que as pessoas percebam melhor o grupo. “Esperamos mais convites de apresentações e mais apoio das pessoas e que tenhamos boas propostas de incentivo”, disse o menino.
Tânia disse ainda que levar o grupo em frente é um grande desafio, já que para manter o grupo ela tira o sustendo do salário de professora do estado e o companheiro das aulas de bateria, pagando aluguel do imóvel e comprando instrumentos para o espaço cultural. “Nosso objetivo sempre vai ser levar o grupo em frente, mesmo com as dificuldades, para que as pessoas vejam que todos são capazes, basta ter vontade, ajudando melhora e muito a vida dessas pessoas e que a inclusão não é um sonho e sim uma realidade diante dos nossos olhos”, finalizou ela.

Fonte: Folha de Dourados

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