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Rapaz entra na Justiça para reaver prêmio

Mega-Sena – 05/09/2007

A família do rapaz de Joaçaba que acusa o patrão de ter roubado seu bilhete premiado do concurso 898 da Mega-Sena protocolou às 18h30 desta terça-feira (4) um pedido de liminar para bloqueio das contas na Caixa Econômica Federal onde o prêmio foi depositado.
 
O prêmio, sorteado sábado (1º), estava acumulado em R$ 55,5 milhões e saiu para duas apostas, uma de Rondônia e a outra de Santa Catarina. O valor do prêmio depositado na Caixa em Joaçaba é de mais de R$ 27 milhões.
 
A preocupação da família é que o homem que resgatou o prêmio transfira o dinheiro para contas na Itália, onde o irmão dele possui uma empresa.
 
Um familiar de Flávio Biass contou ao G1 que o jovem teria dado R$ 1,50 e escolhido os números para que o patrão fizesse a aposta. Informalmente, teriam combinado de repartir o dinheiro se os números fossem sorteados. No domingo de manhã, o patrão teria ido à casa do rapaz para comemorar e confirmou ao pai do jovem que os números escolhidos por Biass tinham sido sorteados. Segundo o parente de Biass, várias testemunhas ouviram o homem afirmar que eles ganharam o prêmio. No entanto, na segunda-feira (3) de manhã, quando a família procurou o patrão do rapaz, ele já teria recebido o prêmio na Caixa Econômica Federal com outras quatro pessoas.
 
Segundo o familiar de Biass, as quatro pessoas são da família do patrão. “Ninguém faz bolão de R$ 1,50. Foi só um artifício do patrão para dizer que tem testemunhas”, diz. O G1 não localizou o patrão do rapaz.  “Quando o menino foi reclamar, o patrão disse que daria uma moto para ele. Depois, disse que não daria mais nada e sumiu”, afirma o parente de Biass.
Segundo o parente, Biass, que trabalhava com o patrão havia quatro meses e ganhava R$ 30,00 por dia, está escondido em uma cidade do interior de Santa Catarina. “Ele recebeu ameaças veladas e está com medo. Vai ficar escondido até resolvermos essa situação”, diz.
 
Portador do bilhete ganha o prêmio
A assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal informou que o portador do bilhete é considerado o proprietário do prêmio. Quando mais de uma pessoa se apresenta, o banco considera que foi uma aposta solidária, em que existe uma relação de confiança entre as pessoas. No caso do resgate de prêmios com bilhetes roubados, o banco afirma que não tem nenhuma responsabilidade e que essa é uma questão que deve ser resolvida na Justiça.
 

Fonte: G1

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