Após Conselho de
Votação Secreta – 05/09/2007
Mesmo com a expressiva votação, no Conselho de Ética, favorável ao pedido de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos relatores do processo Renato Casagrande (PSB-ES) não demonstrou a mesma confiança para o plenário do Senado. A preocupação tem um único motivo: a votação não é aberta como ocorreu nesta quarta-feira (5) no Conselho de Ética, que produziu um placar de 11 votos favoráveis a 4 contrários. Também corre o risco de a sessão do Senado ser secreta. “Se nós apresentamos um parecer que demonstra que o senador Renan Calheiros não tinha condições de renda para arcar com todas as suas despesas, isso deve ser levado em conta pelo plenário do Senado e manter a mesma decisão do Conselho de Ètica”, disse Casagrande após a votação. Na Câmara, nos processos contra os deputados envolvidos no esquema do mensalão, a grande maioria que teve o pedido de cassação aprovado no Conselho de Ética, acabou absolvido no plenário. A exceção ficou apenas com o ex-ministro José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). Por exemplo, os petistas João Paulo Cunha (SP) e José Mentor (SP) foram absolvidos no plenário.
PT vota unido
A expectativa de que o PT poderia votar unido a favor de Renan Calheiros, apenas com a dissidência de Eduardo Suplicy (SP), não se concretizou. João Pedro (PT-AM) e Augusto Botelho (PT-RR) também foram favoráveis ao relatório pela cassação do presidente do Senado. Sem poder dar garantias, Suplicy disse que o partido deve manter a mesma linha do Conselho de Ética. “Não posso assegurar, mas a tendência é forte depois da votação de hoje”, disse o petista de São Paulo.
Fonte: G1



