Advogado vai tentar desbloquear prêmio da Mega-Sena
De quem é o dinheiro? – 11/09/2007
O advogado do novo milionário de Joaçaba (SC) deve entrar, até quarta-feira, com agravo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina para tentar liberar a conta bancária em que foi depositado o prêmio de R$ 27 milhões da Mega-Sena, que saiu no sorteio do concurso 898, no dia 1º de setembro. O valor foi bloqueado pelo juiz da 2ª Vara Cível de Joaçaba, Edemar Gruber, na quarta-feira. Guinter Otto Grander representa do novo milionário no processo movido pelo marceneiro Flávio Júnior Biassi, 21 anos, que acusa o patrão de ter ficado com o bilhete premiado. A família do comerciante nega que a aposta tenha sido feita pelo rapaz. O prêmio do concurso 898 estava acumulado em R$ 55,5 milhões e saiu para duas apostas, uma de Rondônia e a outra de Santa Catarina. O valor do prêmio que saiu em Joaçaba está causando controvérsia. O marceneiro Flávio Júnior Biass registrou um Boletim de Ocorrência de estelionato na delegacia da cidade, na terça-feira, contra o patrão. No documento, ele é acusado pelo rapaz de ter fugido com o bilhete premiado. Informalmente, patrão e empregado teriam combinado de repartir o dinheiro se os números fossem sorteados. O rapaz argumenta que fez uma combinação com os números de seu celular para sugerir as seis dezenas do volante ganhador. A Caixa Econômica Federal sorteou as seguintes dezenas: 03 – 04 – 08 – 30 – 45 – 54. O novo milionário de Joaçaba também teria motivos para justificar que foi realmente ele quem sugeriu as dezenas vencedoras. O morador tem dois filhos. A mais velha tem 30 anos. O número da idade dela aparece na aposta. O outro filho, mais novo, nasceu no dia 3 de abril de 1988. O número do dia do nascimento e o que representa o mês (4) também aparecem na aposta premiada. O número 8 do ano seria o quarto indicado. Para finalizar, o apostador, que desapareceu de Joaçaba depois de ficar milionário, nasceu em 1954. A dezena final que indica o ano de nascimento também está na aposta. Se escrito de trás para frente, surge o número 45, que completa o bilhete ganhador.
Bloqueio da conta
A Caixa Econômica Federal informou que o portador do bilhete é considerado o proprietário do prêmio. A família de Biass não concordou e levou o caso à Justiça. Na quarta-feira, o juiz da 2ª Vara Cível da cidade, Edemar Gruber, determinou o bloqueio de conta bancária onde foi depositado o prêmio.
Fonte: G1



