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O PSDB, partido da relatora do processo de cassação no Conselho de Ética, Marisa Serrano (MS), decidiu fechar questão pela perda de mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Entendemos que o senador Renan Calheiros não tem condições de manter seu mandato e, muito menos, permanecer no cargo de presidente. Mas não é uma decisão risonha, o PSDB não está feliz com o que vai fazer amanhã”, afirmou o presidente da legenda, Tasso Jereissati (CE). A bancada tucana no Senado é formada por 13 parlamentares. O partido fez uma exceção e permitiu que João Tenório (AL), amigo pessoal de Renan, vote pela absolvição. No entanto, aliados do presidente da Casa também contam com os votos de outros dois parlamentares do PSDB: Papaléo Paes (AP) e Flexa Ribeiro (PA). “Meu voto é secreto e a única pessoa que saberá é o senador Mão Santa (PMDB-PI)”, brincou Papaléo.
 
Previsão
Durante a reunião, os tucanos debateram o prognóstico para a sessão desta quarta-feira (12), que decidirá o futuro político de Renan. A bancada avalia que a situação do peemedebista piora a cada dia por conta da pressão pública sobre os senadores, mas, ainda assim, o alagoano teria uma pequena margem para ser absolvido em plenário. No quadro atual, entre 38 e 39 parlamentares votariam cassação. São necessários 41 de 81 votos para que Renan fique sem mandato. A sessão começa às 11h. O senador é acusado de quebra de decoro parlamentar pelo uso de recursos do lobista Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Junior, para o pagamento de despesas pessoais.
 
“O PSDB tem posição madura pela investigação e pelo voto aberto no Conselho de Ética. O fechamento de questão é para que a posição [pela cassação] fique clara”, afirmou o senador Marconi Perillo (GO).
 
PT
A bancada do PT, conforme antecipou o G1 na segunda-feira (10), liberou o voto de seus integrantes. Nem mesmo houve orientação da conduta dos petistas na sessão decisiva. No entanto, o partido discute internamente as conseqüências de uma derrota de Renan.
 
O principal temor é a falta de apoio do PMDB para futuras votações, consideradas fundamentais para o Palácio do Planalto, como a prorrogação da CPMF (imposto do cheque) até 2011. A proposta, que precisa da aprovação de três quintos dos parlamentares, tramita na Câmara e deve chegar ao Senado em outubro. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dividido. A bancada é formada por 12 senadores e pelo menos quatro – Eduardo Suplicy (SP), Flávio Arns (PR), João Pedro (PA) e Augusto Botelho (RR) – são contabilizados em listas de parlamentares favoráveis à cassação.
 

Fonte: G1

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