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Ícones do brega nacional viram tema de documentários

Após décadas relegados a um limbo povoado por girassóis artificiais e pingüins de geladeira, Waldick Soriano, Rita Cadillac e Elke Maravilha

Resgatando – 12/09/2007

Após décadas relegados a um limbo povoado por girassóis artificiais e pingüins de geladeira, Waldick Soriano, Rita Cadillac e Elke Maravilha têm agora a oportunidade de se livrar do rótulo de “ícones do brega”. Ou ao menos de ganhar uma alcunha mais simpática, como “cults”. Três diretores focaram suas câmeras nessas figuras emblemáticas da cultura popular em documentários que prometem legitimar sua trajetórias.A atriz Patrícia Pillar foi além do clássico cafona “Eu não sou cachorro não” e se encantou ao ouvir outros hits de Waldick Soriano, como “Tortura de amor”, “Dama de vermelho” e “Você mudou demais”. O resultado dessa pesquisa musical é um media-metragem que está em fase de edição e deve estrear no início de 2008. Já Elke Maravilha e Rita Cadillac vão ver suas histórias mais cedo no cinema. “Elke”, de Julia Rezende, e “Rita Cadillac – a lady do povo”, de Toni Venturi, estréiam no Festival do Rio, que acontece a partir do dia 20 de setembro. “Chega a ser perverso delegar ao Waldick o rótulo de brega. Aos 74 anos ele ainda canta tão bonito, com tanta emoção!”, opina Patrícia Pillar, que também dirigiu o DVD do show ao vivo do cantor, lançado pela Som Livre. Há dois anos a atriz garimpa LPs e gravações esquecidas do ex-garimpeiro e ex-lavrador de Caetité, interior baiano. “Waldick é um homem que deixou sua terra natal para buscar o sucesso na cidade grande. Essa é a história de muitos brasileiros”, explica.

Fonte: G1

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