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Procuradoria apura se assessor de Renan usou gabinete

Indícios – 14/09/2007

O Ministério Público Federal em Brasília encontrou indícios de que o então assessor de Renan Calheiros na presidência do Senado, Francisco Sampaio de Carvalho, cometeu crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e peculato por ter operado contas não declaradas no exterior, informa nesta sexta-feira reportagem da Folha.
A reportagem informa que, de acordo com o Ministério Público, o ex-servidor movimentou uma conta no paraíso fiscal da ilha Grand Cayman, no Caribe, a partir de um fax instalado na presidência, já na gestão de Renan –a conta chegou a registrar R$ 11,1 milhões.
O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira o projeto de resolução que pedia a cassação do mandato do presidente da Casa. Para ser cassado, Renan precisaria ter recebido 41 votos favoráveis à perda de mandato.
Neste primeiro processo, Renan era acusado de ter utilizado recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como aluguel e pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
O placar foi: 35 votaram pela cassação de Renan e 40 pela absolvição, além de seis abstenções.
Apesar da vitória no plenário do Senado, o peemedebista ainda vai responder por mais três processos no Conselho de Ética da Casa –sob as acusações de que teria beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS e grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL); de que teria usado laranjas para a compra de rádios e de um jornal em Alagoas; e de que teria participado de um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB.
 

Fonte: Folha

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