Alunos ajudam a reflorestar o córrego Laranja Doce em Dourados
Meio-Ambiente – 17/09/2007
A Escola Municipal Agrotécnica Padre André Capelli realiza no dia 21, próxima sexta-feira, o plantio de mudas de árvores nativas da região do Córrego Laranja Doce. O replantio faz parte do Projeto de Reflorestamento da Mata Ciliar do córrego, que está inscrito no “Dourados: Cidade Educadora”. O projeto é coordenado pela historiadora Nely Aparecida Maciel e pelo professor técnico Carlos Roberto Santana.
A escola já realiza a atividade há oito anos. “A mata ciliar é uma vegetação que ocupa uma faixa próxima aos rios e lagos, protegendo suas margens. Sua função é evitar a erosão e o conseqüente assoreamento dos corpos d’água. Sabe-se que ao longo das últimas décadas, com o desenvolvimento da agricultura em nossa região, muitos rios e córregos estão com suas matas ciliares comprometidas, por isso reflorestar é tão importante”, explica a professora Nely Maciel.
Com o plantio das árvores é possível evitar o desmatamento desordenado que pode provocar sérias conseqüências para o meio ambiente, como o empobrecimento do solo, desertificação, alterações climáticas. O desmatamento nas margens de rios produz o assoreamento do leito e enchentes. O plantio começará às 8h e contará com a participação de todos os alunos da escola.
Projeto Museu
A professora Nely também está à frente de outro projeto da Escola André Capelli, o “Projeto Museu”, que está previsto para ser executado em novembro e que objetiva relembrar a história da Colônia Agrícola Nacional de Dourados, maior projeto de reforma agrária que se tem registro na história nacional, onde o Presidente Getúlio Vargas reservou uma área de 50,000 hectares para ser ocupada por propriedades rurais para produção principalmente de café. Mais tarde esta mesma colônia iria dar um impulso para o ainda jovem município de Dourados, criado em 1935, que hoje, 71 anos depois, entra numa nova fase de desenvolvimento, a dos biocombustíveis.
Fonte: AgCom



