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70% dos brasileiros correm risco com a automedicação

Saúde – 29/08/2007

O uso de medicamento sem indicação médica é um problema comum no Brasil, e que pode provocar uma série de conseqüências graves à saúde. Quando se fala em dor então, principalmente aquela dor-de-cabeça, aí a prática da automedicação se torna ainda mais freqüente. São remédios que prometem alívio de torcicolos, de dores musculares, de febre. Outros garantem que a pessoa fica até oito horas sem dor. É o grupo dos chamados remédios sem restrição, ou seja, que não precisam de receita médica. E não é difícil encontrar quem se automedica. “É mais fácil ir na farmácia e comprar”, diz uma consumidora. O setor com remédios para todos os tipos de dores é, sem dúvida, o mais procurado nas farmácias. Segundo uma pesquisa recente, divulgada por uma universidade do Espírito Santo, de cada 100 pessoas ouvidas, 70 tomavam remédio para dor de cabeça, e dessas, 50% se automedicavam. Para o dono de farmácia Nelson Fraid, que tem mais de 30 anos no ramo, a automedicação sempre existiu. Os remédios chamados populares são muito requisitados. “Ela é uma cultura já do povo brasileiro, e também pela falta de uma assistência médica mais adequada, a população acaba procurando na farmácia aqueles produtos mais populares que eles precisam utilizar”, O Conselho Regional de Farmácia faz um alerta para as pessoas que compram remédios sem o acompanhamento de um médico: entrar em um estabelecimento e comprar ácido acetilsalicílico, o famoso AAS, por exemplo, acaba sendo arriscado. “Acaso essa pessoa venha a desenvolver a dengue hemorrágica e tome o AAS para dor de cabeça ou uma febre, ela pode exacerbar essa dengue hemorrágica, pode causar uma hemorragia mais intensa. E é um medicamento que é bastante usado, está presente em várias fórmulas, e é um dos mais vendidos na drogarias”, explica o presidente da comissão de atenção farmacêutica, Wilson Iroshi. E tem também os remédios tradicionais, como o dipirona, que ainda causa polêmica no mundo. “Alguns dizem que ele não é seguro, que pode causar problemas sanguíneos, nas células sanguíneas, nas células de defesas. Outros já defendem que não, que é seguro, que é eficaz. O paracetamol, quando tomado em doses muito altas, em doses excessivas, pode causar problemas hepáticos, problemas no fígado e pode até levar a morte”, afirma Wilson. E tantos outros remédios, que se tomados de maneira errada, podem, além de não curar, piorar outras doenças. Por isso, acima de tudo, é ter consciência e cuidar da saúde a todo custo. A advogada Marina Lúcia é uma das pessoas que não fazem a automedicação. “Não, porque às vezes a dor de cabeça é uma doença talvez se manifestando através da dor de cabeça. Pode ser uma renite, uma sinusite, ou até um câncer mesmo”.

Fonte: TV Morena

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