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16 famílias no Brasil 500 estão com casas alagadas

Em meio à lama e detritos de fossa, crianças brincam e convivem com o perigo diário em estado totalmente desumano.

Chuvas – 29/01/2008

Cerca de 16 famílias tiveram suas casas alagadas por resíduos de esgoto depois das chuvas do final de semana. O esgoto a céu aberto ainda é um dos principais problemas que vitimiza a população nesta época do ano.  
Em meio à lama e detritos de fossa, crianças brincam e convivem com o perigo diário em estado totalmente desumano, como é o caso de Elvira Fernandes, 54 anos, que mora a seis meses em um barraco. Ela contou a reportagem da folha de dourados que já foi beneficiada por uma casa popular, mas que por falta de segurança abandonou a residência. “Eu tinha minha casinha lá, só que a ‘bandidagem’ era muito grande, você acordava com o bandido do seu lado apontando uma arma pra você (…) este barraco aqui era da minha filha, só que ela saiu e eu fiquei aqui, agora eu tenho medo dela voltar e me despejar como já foram feitas várias outras vezes”, contou a mulher em lágrima.
Segundo o superintendente de habitação, Ataulpho Stein o local já foi uma grande favela, com a construção das casas populares muitos moradores foram beneficiados outros ainda aguardam a casa própria. “Conforme for o andamento da construção do Parque Córrego D’água as pessoas que estão habitando próximo ao local serão remanejadas, como já foi feito com 19 famílias que foram para sitiocas Campina Verde”, disse Stein.  
Para um dos invasores que foi remanejado para a sitioca, que se identificou apenas como ‘Toninho’, o remanejamento não á a solução mais adequada do problema e ainda conta que a favela continua a mesma coisa. “Só fomos para um lugar pior, estamos lá do mesmo jeito que vivíamos aqui, nessa vida horrível, vivendo de forma desumana, ninguém se importa com isso, às pessoas acham que é apenas na aldeia que tem miséria”, disse ele.
Stein justifica o caso dizendo que com os recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) famílias que moram em condições de risco nas margens do Rego D’ água também serão beneficiadas com novas moradias em locais apropriado para moradia e seguro. “A previsão é para a construção de 450 novas casas com os recursos do PAC, pois nosso objetivo é remover essas famílias e regularizara situação de cada uma, a chácara é provisória e todas as ocupações serão beneficiadas”, disse o superintendente. (Aliny Fernandes)

Fonte: Folha de Dourados

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