18/09/2018 16h18

Marcelo Bluma: '2º turno entre Reinaldo e Odilon - uma escolha difícil'

 
 
Marcelo e Lucianne Bluma - Fotos: Wender Carbonari Marcelo e Lucianne Bluma - Fotos: Wender Carbonari

O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Marcelo Bluma, da coligação PV- Rede-PC do B, disse na tarde de segunda-feira (17) em visita à Folha de Dourados que não ter apoio dos grupos políticos tradicionais tem um lado "vantajoso".

"Terei liberdade de escolher minha equipe e formar um secretariado com indicações de instituição de áreas específicas", afirmou. Ele se referiu às coligações do PSDB, PDT e MDB. Ele estava acompanhado de candidatos da coligação.

A consulta à sociedade para formar o secretariado permite, segundo Bluma, trazer para o governo pessoas que não têm oportunidade de contribuir com a sociedade por estarem alijadas das instâncias partidárias de poder tradicionais.

Se vencer as eleições, Bluma pretende ter um olhar diferenciado às novas tecnologias na área da comunicação, incentivando, inclusive, o desenvolvimento de aplicativos que poderão ser utilizados em seu eventual governo. Para isso, pretende formar parceria entre o poder público, a iniciativa privada e as instituições de ensino.

Bluma acredita que sua coligação possa eleger parlamentares estaduais e, até um federal. "É um projeto que nasceu em 2012, quando disputei a Prefeitura de Campo Grande e elegemos um vereador, que passa por 2018 e será replicado em 2020 nas eleições municipais". "Estamos oferecendo ao eleitorado outras opções, novos projetos, novos candidatos".

Para 2020, ele pretende manter a aliança centro-esquerda (PV, Rede e PC do B) e até ampliar com o PSOL e PT. "Acredito nessa experiência", disse Bluma.

Cético quanto à veracidade das pesquisas eleitorais, Bluma acredita que a multidão silenciosa, sentida nessas eleições marcadas por prisões em Mato Grosso do Sul, possa levá-lo ao segundo turno.

Leia a seguir a entrevista:

Em seu plano de governo podemos perceber que o senhor está sempre envolvido com as mídias sociais, o que haverá de novidade no seu governo em relação a isso?

Não sou especialista na área de sistemas da informação, mas sou apaixonado por tecnologia, principalmente na área da informática, por que o ganho que você observa é incrível e não dá mais para ficar fora. [...] O Governo do Estado hoje é uma máquina atrasadíssima do ponto de vista tecnológico. Até para ouvir o cidadão. Hoje você pode usar de uma plataforma digital para se comunicar com o contribuinte. Um governo que tem de fato responsabilidade com o cidadão, compromisso com as pessoas e queira investir em transparência, hoje nós temos a possibilidade de ter aplicativos que facilitam isso.

Dando seguimento a este assunto de tecnologia da informação e mídias sociais, está previsto no seu plano de governo o diálogo do cidadão por meio das mídias e de plataformas digitais?

É importante que a gente faça um aplicativo que, por exemplo, a pessoa chega no posto de saúde com seu celular, o sistema reconheça ela. Hoje temos uma tecnologia que não tínhamos no passado, mas hoje temos sistemas de informação que pode ajudar o governante a melhorar muito o serviço. Lamentavelmente não há um grande interesse dos políticos atuais pois representa uma desvantagem para a forma tradicional de fazer política. A vantagem é a melhora no serviço, a desvantagem é a transparência. Pois dessa forma não dá para eu oferecer preferência para alguém protegido, por exemplo.

Uma coisa que chamou a atenção no plano de governo é a consulta popular para a escolha do secretariado. Como seria?

Eu como não tenho o apoio de nenhum dos grupos políticos tradicionais, isso é uma desvantagem no processo eleitoral, mas a vantagem é que quando você ganha dessa forma, ganha-se a liberdade para compor a sua estrutura de governo. E penso que em Mato Grosso do Sul existe grandes profissionais que não tem a possibilidade de fazer parte de um governo. A gente precisa levar para a vida pública pessoas que tem gabarito e formação adequada. Por isso que a minha proposta é fazer as consultas populares para compor o secretariado.

Vamos supor que o candidato à presidência Jair Bolsonaro PSL vença as eleições neste ano e atropele as leis ambientais, ele sendo presidente e senhor governador, como fará esse enfrentamento?

Realmente, ele diz que vai acabar com o Ministério do Meio Ambiente. Eu vejo um problema muito grande nessa possibilidade dele executar o que promete. Vai sofrer pra aprovar no Congresso Nacional essa reforma administrativa. Eu tenho defendido que os governadores precisam deixar de ser omissos na relação com o Governo Federal. [...] A grana ficou centralizada em Brasília, medita tomada pelos militares e que a gente não corrigiu. Acontece essa loucura da gente arrecadar o imposto aqui em Dourados ir metade para o Governo Federal, como por exemplo o IPVA. É preciso que os governadores e prefeitos façam um movimento pra mudar isso.

Ainda no contexto da suposição apresentada anteriormente, como fica a relação coma pauta ambiental?

O governador tem que articular com as bancadas no congresso para ser protagonista nesse processo. Ele vai tenta implementa um monte de coisa que eu tenho certeza que a sociedade vai se organizar para não permitir. [...] Isso também vai depender do resultado nas eleições desse ano, se as bancadas vão diminuir ou ampliar. A Política é o espelho da sociedade.

Por que nessa eleição vocês optaram por colocar um nome na disputa com chapa própria, em vez de integrar outros projetos?

Esse processo começou em 2012 em Campo Grande nas eleições daquele ano quando decidimos lançar uma candidatura própria, fizemos a disputa, fizemos uma boa campanha, então em 2016 na disputa pela prefeitura da Capital novamente nós colocamos candidatura própria com o apoio da Rede. Novamente fizemos uma boa campanha fazendo um vereador.

Essas experiências nas disputas pela prefeitura de Campo Grande fez com que os líderes dos partidos acreditassem que podíamos fazer eleições fora do tradicional. Falto pouco para o PSOL não vir com a gente, além do PT, cheguei a chamar o Zeca para a formação de um bloco.

Em um eventual segundo turno de Reinaldo e Odilon, quais seriam as medidas tomadas pelo bloco?

Olha, seria uma decisão difícil. Mas que teríamos que enfrentar lá na frente. Nós não temos discutido isso agora até para não perder o foco e não perder o discurso.

Por que Marcelo Bluma quer ser governador?

Primeiramente para desempenhar essa função que me foi dada pelos três partidos Penso que é essa a missão mais importante. Segundo que como eu critico muito a realidade atual, eu penso que quem critica tem que se colocar também como alternativa. Por isso, por ser muito crítico com essa situação eu gostaria de tentar mostrar que é possível fazer diferente.

 

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