08/08/2017 09h22

Daniela Hall crava Murilo candidato e defende o Hospital Evangélico

Por: Folha de Dourados
 
 
A vereadora presidente da Câmara Municipal de Dourados Daniela Hall A vereadora presidente da Câmara Municipal de Dourados Daniela Hall

Por José Henrique Marques e Carlos Augusto Fernandes

A mato-grossense de Barra do Garças, Daniella Weiler Wagner Hall completa 40 anos no próximo dia 26 de setembro. Ela reside em Dourados há mais de duas décadas, é casada com ex-vereador Cláudio Marcelo Machado Hall com que tem dois filhos: Rodrigo, de 16 anos, e Amanda, de 10 anos. Daniela é formada em Direito e mestranda em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

Vereadora de primeiro mandato e eleita, surpreendentemente, presidente da Câmara Municipal de Dourados, Daniela Hall (PSD) é uma mulher preparada para a vida pública. Pelo menos isso ela demonstrou em entrevista exclusiva à Folha de Dourados na sexta-feira (04) onde discorreu sobre aspectos administrativos enquanto chefe do Poder Legislativo, foi evasiva no relacionamento com a prefeita Délia Razuk (PR), provavelmente por conta de posicionamentos políticos distintos e encaminhamento e tramitação de matérias de interesses do Poder Executivo e, portanto, não quis polemizar, fez defesa do Hospital Evangélico e praticamente lançou o nome do ex-prefeito Murilo Zauith (PSB) para governador do Estado ou senador da República nas eleições de 2018.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

A senhora foi eleita de maneira surpreendente à presidência da Câmara de Vereadores de Dourados logo no primeiro mandato. Como tem sido essa experiência?

Daniela Hall Foi um desafio logo no primeiro mandato, mas vem sendo algo muito gratificante. Tenho conseguido desenvolver várias ações que eu imaginava um dia poder executar como vereadora.

Um exemplo é o projeto de capacitação dos nossos servidores em parceria com o Instituto Técnico Federal. Tivemos nosso segundo encontro na sexta (4) e o projeto vem nos mostrando coisas reveladoras. O curso é muito dinâmico, então os próprio servidores colocam quais são os problemas que eles enfrentam na execução de seus serviços, nos mostrando um lado que talvez não conseguimos identificar. Através do curso de capacitação nós estamos trazendo algumas deficiências do Poder Público e estamos registrando em Ata.

O curso tem duração de um ano e, no decorrer teremos ações enquanto gestora da Câmara para que a gente possa melhorar a qualidade de atendimento ao público.

Sendo a única mulher e, na presidência do Legislativo, como é a convivência com seus pares?

Vem sendo algo bom, apesar que no primeiro momento ficou aquela 'coisa' das eleições, mas passaram alguns dias e nós deixamos as eleições no passado.

Temos opiniões divergentes, pois temos vereadores de todos os lados e com pensamentos diferentes, mas vem sendo algo gratificante.

Qual é o valor médio do duodécimo? Os recursos são suficientes para uma boa gestão financeira?

Aí você me pegou, não sei te dizer, mas a Câmara tem um bom duodécimo e ao longo de vários anos ela tem devolvido os valores a Prefeitura e isso não vai ser diferente na minha gestão.

A senhora pretende dar continuidade ao projeto de se construir uma nova sede para a Câmara?

Sim. O prédio da Câmara hoje não comporta um bom atendimento ao público. Não é só uma questão de gestão administrativa ou pessoal, mas sim de espaço físico. Hoje o prédio não comporta os 19 vereadores.

A senhora foi eleita pela bancada de oposição à prefeita Délia Razuk, que hoje já é minoritária entre os 19 vereadores. Como tem sido a relação institucional com a prefeita?

Normal.

Desde a administração do falecido prefeito Ari Artuzi que a saúde pública é o grande gargalo de Dourados e, consequentemente, em mais 32 municípios da região. Como resolver isso?

Infelizmente a saúde é o calcanhar de Aquiles de toda administração e em Dourados a situação está complicada. Estamos discutindo na Câmara junto a Comissão de Saúde, principalmente com relação a alta complexidade que envolve oncologia, nefologia e cardiologia. A oncologia neste momento é o que mais nos preocupa, pois o serviço foi retirado do Hospital Evangélico e foi feita uma licitação para transferir o serviço para a Cassems.

A Cassems tem um período de seis meses para conseguir habilitação do serviço junto ao Ministério da Saúde e nós temos sérias dúvidas que neste período de tempo a Cassems consiga a habilitação e, enquanto isso, o serviço está sendo prestado pelo Hospital da Vida que já estava lotado antes de assumir a oncologia.

A minha opinião pessoal é que o serviço jamais deveria ter saído do Hospital Evangélico.

Além da questão da saúde, quais são as outras prioridades de Dourados?

A saúde é uma questão que mais preocupa.

Qual a sua opinião sobre o impasse com o Hospital Evangélico, onde mais de R$ 10 milhões em equipamentos de centros cirúrgicos e UTIs, reformas no prédio, tudo financiado com o dinheiro do SUS, não estão sendo usados em benefício da população?

Exatamente por isso que eu não concordo com a retirada dos serviços de dentro do hospital porque ali foi empregado dinheiro público, e não existe nada de errado no emprego do recurso público porque o Hospital Evangélico é filantrópico.

'Tirar o serviço de lá?' Essa é a grande pergunta, pois sem dúvidas o HE é o melhor de Dourados e, se alguém da minha família ficar doente e mandaria para o Hospital Evangélico.

Eu não vejo razão para tirar o SUS de dentro do HE que é o melhor serviço.

Em Dourados, a senhora levantou a bandeira do aplicativo de transporte individual UBER. Como está encaminhada essa matéria?

Possuíamos uma lei municipal que proibia o serviço e essa lei foi contestada no Tribunal de Justiça, pois houve uma liminar que declarou a lei como inconstitucional. Apesar da liminar ter caráter provisório o processo ainda vai ser avaliado.

A regulamentação de serviços de transporte particular deve ser feita pela União. Nós, enquanto Câmara de Vereadores, não teríamos competência para regulamentar esse serviço. O projeto está sendo analisado.

Nos bastidores políticos e da imprensa comenta-se que a senhora estaria tentada a se candidatar nas eleições de 2018. Isso procede?

Não tenho essa intenção. Quero terminar meu mandato de presidente da Câmara, apesar que todo político quer crescer politicamente, mesmo que eu não tenha a intenção neste momento.

Dourados nunca elegeu governador do Estado e senador da República. Existe essa possibilidade nas eleições do ano que vem? Há nomes com densidade eleitoral e sem manchas para isso?

Sempre foi um anseio de ter um governador e senador, por exemplo: ex-prefeito Murilo (Zauith), deputado Barbozinha, deputado Renato Câmara e o (deputado) Geraldo (Resende), ou seja, temos vários nomes, mas o que mais circula é o do Murilo.

 
 
Daniela e José Henrique - Foto/Fernanda Garcia Daniela e José Henrique - Foto/Fernanda Garcia
 
Carlos Augusto e Daniela - Foto/José Henrique Marques Carlos Augusto e Daniela - Foto/José Henrique Marques

Confira o áudio da entrevista:

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