26/03/2018 13h31

Hora de repensar o 7 de Dourados

Por: Folha de Dourados
 
 
Waldemar Gonçalves - Russo Waldemar Gonçalves - Russo

(*) Waldemar Gonçalves - Russo

Neste domingo próximo passado, 25 de março de 2018, com mais uma derrota por 1 a 2, desta vez dentro de casa (Douradão) para o Operário de Campo Grande, acabou para a comissão técnica, jogadores e principalmente para o gestor de futebol profissional da empresa TNY Sports, Tony Montalvão, o sonho para o Clube Desportivo 7 de Setembro em conquistar o seu segundo título ou a chance de mais uma vez disputar uma competição nacional, como a Copa do Brasil e também o deficitário Brasileiro da série B.

Entendo que guardado dentro das condições de apoio financeiro, em especial, que poderia vir da classe empresarial e politica do município, Tony Montalvão sem bajulação nenhuma, já fez pelo pobre futebol profissional douradense nestes três anos a frente do 7 de Dourados, muito mais que outros dirigentes que passaram não só por este clube, más também pelo O.A.C (Operário Atlético Clube) do saudoso e não menos amante do futebol, Alfio Senatore e o tradicional Ubiratan Esporte Clube, que queira ou não, é até esta data presente, o único clube do interior do MS a ter em sua sala de troféus, três títulos da séria A e um da B, sem esquecer o título único que ele conquistou pelo Itaporã Futebol Clube, na série B também .

No meu entender, o Tony Montalvão com a sua empresa gestora de futebol, a TNY Sports, merece muito respeito e apoio da torcida do 7 de Dourados, em especial, da comunidade política e empresarial, e esperamos e torçamos para que na próxima edição do Estadual de futebol profissional, possamos chorar, mas chorar sim de alegria, e não de tristeza como neste domingo último.

Deixando esta explanação acima de lado, entendendo que não se faz omelete sem quebrar os ovos, fato que está na hora da imprensa em um toda a classe empresarial e também a política, a repensar o futuro do C.D 7 de Setembro, ou como queira a maioria que acompanha o clube, 7 de Dourados, caso contrário à tendência é todos os anos assistirmos passivamente o final que teve o clube neste malfado e enrolado campeonato que mansamente aos trancos e barrancos vai chegando ao seu final, com o Operário da capital que na minha modéstia opinião, já é o virtual campeão, após garantir a sua presença na final com o Corumbaense ou com o Novoperário, graças às duas péssimas apresentações da equipe comandada por Márcio Santos, que vale lembrar, tinha a vantagem de jogar por dois empates, porém acabou levando duas sapatadas, uma delas, dentro do estádio Frédis Saldivar, o "Douradão".

Também entendo que não está na hora de se achar culpado ou condenar este ou aquele pelos resultados negativos obtidos pelo 7 de Dourados nesta fraca competição estadual, todavia, penso que realmente está na hora de repensar o futuro do profissional douradense, e um dos caminhos com certeza é investir a médio longo prazo, nas categorias de bases, pois material humano com certeza, na cidade e na região não falta, todavia, tem que ser um trabalho sério, com transparência e objetividade, pensando e respeitando os torcedores e os possíveis e futuros patrocinadores, caso contrário, sempre estaremos tanto nos bastidores como nas quatro linhas, enxugando gelo.

Não podemos deixar de lembrar que neste ano o douradense teve também a volta do O.A.C ao futebol profissional, e assim como o 7, a diretoria na pessoa do Giovanni Marques como atual presidente do "Tigre douradense" como é carinhosamente denominado o clube pelos seus torcedores, rebolou para manter a equipe em franca atividade, claro, com uma campanha pífia na competição, más que deixou uma grande expectativa de voltar no ano que vem com uma estrutura sonhadora, que é conquistar o tão almejado titulo de campeão estadual, que era tão sonhado pelo seu eterno fundador, saudoso Alfio Senatore e pela torcida paraguaia e simpatizantes.

Finalizando, vale lembrar que Giovanni Marques no Estadual deste ano ficou quase só no meio do caminho após um "malandro empresário" que não merece ter seu nome aqui citado, abandonar a "barca", porém como em um passe de passou de mágica, ele passou a contar com a participação decisiva da empresa de assessoria esportiva F10 sob o comando do gestor de futebol, Felipe Ramos, para seguir em frente em sua missão, que é encerrar dignamente a competição com seus bravos "guerreiros operarianos" em campo.

Ao termino do último jogo do O.A.C na competição, Giovanni Marques em entrevista a 92,1Grande FM fez um breve relato da participação de seu glorioso clube na competição, e com uma humildade maior que o seu coração -e corpo- fez um desabafo sincero, honesto e deixou claro que o futuro de seu clube seria de imediato iniciar uma nova fase já visando o futuro, que será no investimento das categorias de bases sub-12, 14, 17 e 19 anos.

(*) É jornalista e filiado ao Sinjorgran - Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados

 

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