14/04/2018 07h25

A luta inglória dos prefeitos contra os buracos nas ruas e avenidas

Por: Folha de Dourados
 
 
Fotos: Folha de Dourados Fotos: Folha de Dourados
 

José Henrique Marques

Há décadas existem buracos entre o Poder Público e a população. E um abismo entre o problema e a solução. Tratam-se dos buracos que infestam as ruas de boa parte dos municípios de Mato Grosso do Sul, notadamente Campo Grande e Dourados. É um transtorno financeiro para os prefeitos responsáveis pelo zelo da cidade e aos cidadãos que volta e meia têm que recorrer a uma oficina mecânica para reparar os veículos.

Os buracos nas ruas asfaltadas surgem basicamente devido a três elementos: obra mal feita, tráfego e água.

Em Dourados, por exemplo, as primeiras ruas asfaltadas depois das vias principais (Marcelino Pires, Weimar Torres e Joaquim Teixeira Alves) como a João Cândido Câmara estão deterioradas devido ao tráfego. E se não fossem as intervenções da Sanesul talvez ainda não precisariam de recapeamento depois de meio século de uso. É uma obra bem feita com base sólida e robusta, ao contrário das dos dias atuais (cujos projetos são aprovados pelo governo federal e têm fiscalização frouxa nos municípios) que ainda são revestidas por fina camada de asfalto.

A água é um elemento onipresente e sua ação é devastadora no asfalto mal feito, base frágil, como vem sendo feito em Dourados nas últimas décadas. A pavimentação das ruas de bairros periféricos muitas vezes não resiste a três anos por causa da água que penetra o substrato com a vedação incorreta e do tráfego de veículos pesados como ônibus coletivos urbanos e caminhões e carretas operadas por trabalhadores que lá residem.

Há, entretanto, um outro fator que devasta o asfalto das ruas: a desinformação e o descaso da população. É comum verificar pelos bairros de Dourados - nos abastados e nos humildes - o despejo de água nas vias públicas com a lavagem de calçadas e manutenção de piscinas. Além da água os produtos químicos antecipam a vida útil da pavimentação asfáltica.

Recentemente, a reportagem da Folha de Dourados flagrou uma equipe da Prefeitura tampando buracos e pouco depois uma desavisada cidadã "aguando" o reparo asfáltico ao lavar a calçada como registram as fotografias anexas. Aí não tem jeito.

Em Dourados, uma das principais demandas da população é operação tapa-buracos. A reclamação é generalizada e ecoada na Câmara de Vereadores e nos meios de comunicação, com mais ênfase nas emissoras de rádio e mídias sociais. Como não há rubrica de recapeamento de vias urbanas no Orçamento Geral da União (OGU) esse problema dificilmente será solucionado, porque o município não tem recursos para recapear mais da metade da cidade, já que tapa-buraco é uma ação paliativa e a corrosão do asfalto é contínua.

Aos prefeitos restam duas alternativas: cobrar dos congressistas a rubrica no OGU destinada ao recapeamento e exigir do governo federal projetos que inviabilizem as "cascas de ovo" nas ruas da cidade.

Enquanto a solução definitiva não é parida em Brasília, os prefeitos devem fazer campanhas educativas para depois fiscalizar e multar àqueles [muitas vezes reclamam dos buracos] que contribuem na danificação da malha asfáltica.

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