11/01/2019 15h35

Temporal atinge cidades do Rio Grande do Sul; previsão é de mais chuva

Por: Folha de Dourados
 

Cidades da fronteira oeste do Rio Grande do Sul enfrentam um quadro de inundações e alagamento, resultado de temporais que chegaram a acumular 200 milímetros em 24 horas esta semana.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, da EBC, o prefeito de Alegrete, Márcio Fonseca do Amaral, disse que já prepara o decreto de situação de emergência e que vizinhos como Santana do Livramento, Uruguaiana, São Borja e São Gabriel também foram fortemente afetados.

"Neste momento, estamos sem chuva aqui, embora a previsão do tempo ainda seja de alguma precipitação ao longo de toda essa semana, o fim de semana e a metade da semana que vem, mas com intensidade baixa", relatou.

De fato, aviso meteorológico divulgado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul alerta que, em função dos volumes de chuva dos últimos dias, o prognóstico é que os picos de cheia nos rios Ibirapuitã e Quaraí sejam atingidos hoje (11), agravando a situação na região.

Segundo Amaral, vários bairros ribeirinhos estão imersos nas águas. O rio Ibirapuitã registra 13 metros acima do nível normal, o que fez com que a ponte que liga a zona leste à zona oeste de Alegrete fosse interditada desde ontem (10).

Alagamento fecha UPA

Apenas na saúde, os prejuízos no município chegam a R$ 3 milhões, com uma unidade de pronto atendimento (UPA) fechada por conta dos alagamentos. Os pacientes foram transferidos para a Santa Casa de Caridade, único hospital do município.

"No momento, estamos com 856 pessoas atingidas pela enchente. Temos trezentas que estão desabrigadas e 556 desalojadas. São números cadastrados até o momento. A tendência é que esse número ainda aumente significativamente, já que estamos com todo o pessoal da defesa civil trabalhando com auxílio dos bombeiros e do Exército e muita ação de voluntariado" disse.

Outro problema, de acordo com o prefeito, é que a maioria das cidades atingidas pelas enchentes e pelos alagamentos depende fortemente da agropecuária.

"Elas estariam se preparando para iniciar a colheita no fim do mês ou no início do mês que vem. Com certeza, ficaremos muito prejudicados com o escoamento da produção, o que se reflete no PIB [Produto Interno Bruto] do município", afirmou, ao destacar que a agricultura representa em torno de 64% do PIB dos municípios da região.

 

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