01/12/2017 08h33

Tacla Durán, a mulher de Moro, a histeria de Dallagnol: a Lava Jato agoniza em praça pública

Por: Folha de Dourados
 
 

Por Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

O Brasil assiste aos estertores da Lava Jato. Como no apocalipse, os sinais estão em toda parte.

Os mais visíveis são o encerramento da página no Facebook da mulher de Sergio Moro, Rosângela, em homenagem aos feitos do marido; a prisão patética da líder do grupo golpista Nas Ruas, caluniando deputados em nome do juiz paranaense; a histeria de Deltan Dallagnol, agora tentando sabotar as eleições de 2018 com os amigos procuradores.

O depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán à CPMI da JBS foi a pá de cal.

Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de extorsão.

Zucolotto negociaria em nome de um tal "DD", iniciais naturalmente associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz Dinácio.

Tacla Durán ainda citou a delação "à la carte" que lhe teria sido oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa, sua participação na CPI inundou as redes sociais.

A série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.

Que tipo de combate aos corruptos é esse?

A ganância da tal "panela de Curitiba", de que fala Durán, engoliu os motivos pretensamente "nobres" da operação que pretendia redimir o Brasil de 500 anos de corrupção.

Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.

Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.

Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.

Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau.

 

Envie seu Comentário

 

Notícias

Política
Esporte
Educação
Dourados
Estado&Região
Economia
Polícia
Geral
Meio Ambiente
Rural
Tecnologia
Brasil&Mundo
Cultura
Curiosidade
Entretenimento
Saúde
Turismo
Religião
Mídia
Ciências

Colunistas

Culturalmente Falando
Antenado
Enfoque
Consciência Cósmica
Gastronomia
Informe Vet
Falando de Cinema
Aniversariantes
Salada Mista
Waldir Guerra

+ Canais

Entrevistas
Charges
Vídeos
Eventos

Expediente

Sobre Nós
Anuncie
Trabalhe Conosco
Termos de Uso