15/11/2018 15h29

O fim da 1ª Guerra Mundial e o pensamento fascista hoje

Por: Folha de Dourados
 
 
Vinicius Sartorato Vinicius Sartorato

Por Vinicius Sartorato - Sociólogo e mestre em Políticas de Trabalho e Globalização pela Universidade de Kassel (Alemanha)

Com milhões de inocentes mortos nas duas guerras mundiais, seguimos vulneráveis ao populismo autoritário, que vende soluções mágicas e renova pensamentos arcaicos sobre "subjugados" como diria Wilhelm Reich.

Aos 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial, temos uma tarefa muito importante que é refletir sobre esse marco histórico e seus segredos. Se o século XIX apresentava novas filosofias políticas, baseadas nos princípios da revolução francesa – como a socialdemocracia; o século XX apresentou uma filosofia ultraconservadora, conhecida posteriormente como fascismo.

Estimulados por elites nacionais, sedentas por acumulação de riquezas a qualquer custo, o mundo conheceria, o estágio mais violento do capitalismo moderno. O imperialismo fascista como regime de superexploração, não só entre classes, mas também entre povos, se mostraria sob ideias social-darwinistas de superioridade entre classes, etnias, religiões, gêneros, que deixaria um resultado terrível para humanidade. A violência dos impérios, do nacionalismo, do capital ficou cravada na história, como bem ilustrou o historiador Eric Hobsbawn em seus livros clássicos.

Agora, com Trump, Bolsonaro, Le Pen, Salvini, entre outros, essas ideias voltam a aparecer. Mais do que seus líderes – que possivelmente passarão, o pensamento fascista é a maior ameaça ao futuro comum. Uma derrota eleitoral pontual de algum deles – como teve Trump nas eleições intermediárias, não significa uma derrota desse tipo de pensamento político.

A paz tão sonhada, o diálogo, a solidariedade entre os povos pensados na fundação do sistema ONU, em blocos regionais como a UE, bem como o combate à pobreza, ao racismo, ao sexismo e ao extremismo religioso seguem em perigo.

Aos 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial, temos a necessidade de contar às novas gerações sobre as guerras, seus personagens e fatos, mas principalmente destacar as ideias que conquistaram corações e mentes dos povos que apoiaram tais tragédias.

 

Envie seu Comentário

 

Notícias

Política
Esporte
Educação
Dourados
Estado&Região
Economia
Polícia
Geral
Meio Ambiente
Rural
Tecnologia
Brasil&Mundo
Cultura
Curiosidade
Entretenimento
Saúde
Turismo
Religião
Mídia
Ciências

Colunistas

Culturalmente Falando
Cleiton Zóia Münchow
Rebecca Loise
Antenado
Enfoque
Consciência Cósmica
Gastronomia
Informe Vet
Falando de Cinema
Aniversariantes
Salada Mista
Victor Teixeira
Waldir Guerra

+ Canais

Entrevistas
Charges
Vídeos
Eventos

Expediente

Sobre Nós
Anuncie
Trabalhe Conosco
Termos de Uso