24/09/2013 17h09

Takimoto puxa a fila para o troca-troca partidário

 
 
George Takimoto George Takimoto

(*) Valfrido Silva

Como santo de casa não faz milagres, depois de cansar de esperar por um aceno do prefeito Murilo Zauith para ingressar no PSB, pode ser o PP, do prefeito campo-grandense Alcides Bernal, o destino de George Takimoto, eleito na raspa do tacho pelo nanico PSL na eleição passada para estadual, mas agora pensando em voltar à Brasília, como federal. Takimoto que, sabe-se, durante recente visita de médico a um de seus mais antigos pacientes, o presidente pedetista João Leite Schmidt, já teria assinado uma ficha de filiação ao PDT, partido pelo qual tentou ser prefeito de Dourados em 2000.

Vice-prefeito de Luiz Antônio Álvares Gonçalves, vice-governador de Marcelo Miranda, deputado federal, mas, acima de tudo, uma das lideranças políticas mais respeitadas do Estado, pela habilidade com que transita em todas as correntes, George Takimoto é sempre muito paquerado nos períodos que antecedem esses rotineiros troca-trocas de partidos. Agora, até teria sido sondado por enviados do prefeito, mas a negociação empacando diante da proposta, por demais indecorosa, de sair candidato a federal apenas “para atrapalhar” os atuais federais – Geraldo Resende e Marçal Filho –, adversários figadais de Zauith. Ele pensa em sair federal, sim, mas para voltar, efetivamente, a representar Dourados em Brasília. Como Alcides Bernal foi mais respeitoso, e com uma proposta mais consistente, pode ser que tenha que se desculpar com “Dr. Schmidt”, como ele se refere ao amigo de tantas jornadas, para, valendo-se da experiência do timoneiro descendente dos navegantes do Kassato Maru, ajudar Bernal na condução de sua Vela na travessia do mar de lama cujas ondas ameaçam a capital do Estado.

Além da possibilidade da troca de partido para voltar à Câmara Federal, Takimoto também vem sendo cogitado para outro retorno. Este, mais confortável: o de vice-governador do Estado. E, aqui, outra prova desta sua condição de polivalente. Andando pra cima e pra baixo pelo Mato Grosso do Sul sem jamais abandonar a maletinha de médico, mas uma hora na companhia de petistas, como Vander Loubet, outra de peemedebistas, como o amigo, colega médico e governador André Puccinelli, Takimoto pode surpreender também como candidato a vice, tanto de Delcídio do Amaral como de Nelsinho Trad. No PT, partido que lhe cede um de seus mais pragmáticos militantes, o empresário de comunicação Emídio Milas, como chefe de gabinete na Assembleia, aproveitando-se do “ônibus vazio” de Delcídio; no PMDB, tendo até já sido sondado neste sentido, pelo próprio Nelsinho, para quem já vem articulando na Assembleia desde os tempos de prefeitura.

(*) Jornalista e blogueiro

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Por: Folha de Dourados
 

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