06/07/2018 06h56

Inesperada, indomável e não tão bem driblada fúria da natureza nas Américas

Por: Folha de Dourados
 
 

(*) Victor Teixeira

O terceiro dia do mês passado foi convertido pela erupção do Vulcão de Fogo em um marco zero de recomeço da vida da fatia sobrevivente do grupo de habitantes da Guatemala que antes residia e tirava seu sustento das terras adjacentes a ele. Em mais um país americano a natureza, não se podendo confirmar nem devendo descartar se voluntariamente, eleva a complexidade dos testes dos saberes e vontades envolvidos nas tarefas desenvolvidas pelas instituições públicas em prol dos direitos comuns dos ocupantes racionais do território e dos deveres cabíveis tanto a estes quanto aos mandatários para uma justa disponibilidade das prerrogativas.

Há menos de um ano se iniciava nos Estados unidos um clima de atenção e temor alimentado pelo furacão Harvey e continuado em setembro através de Irma e Maria, que golpearam países insulares caribenhos. No México a luta da coletividade para sobreviver e começar do zero sua vida se deveu a fortes terremotos no mesmo último mês. E no recente dia 3 a montanha oca guatemalteca pegou mais pesado com os habitantes de povoações na área de Escuintla familiarizados com a atividade vulcânica.

Fugir à descarga liquefeita fervente e aos gases tóxicos expelidos concomitantemente pelo vulcão era do que os habitantes das aldeias nos arredores necessitavam no exato instante. Os agraciados com a misericórdia dessa força natural deram dito primeiro passo rumo à recuperação física, psíquica e material.

Até que planejem os modos de utilizar os subsídios à compra de comida e acesso a moradia que o governo está preparando, as pessoas que se evadiram de suas residências encontram por meio dos médicos e psicólogos empregados através de seus impostos e profissionais oriundos do México e dos Estados Unidos assistências adequadas a seus imediatos padecimentos. Patrimônios e animais domésticos intactos deixados para trás motivam parte dessa gente, contudo, a regressar aos imóveis com alimentos a oferecer a seus cachorros sobre os quais são exclusivamente depositadas esperanças de eficiência no afastamento de ladrões. Sem impedimentos para cuidar disto diretamente, o grupo relutante em evacuar suas propriedades tem no voluntariado estrangeiro sua predominante via para o acesso a comida, além da ajuda aos membros que garimpam em meio às ruínas em busca de entes queridos mortos.

Qualquer que fosse o perfil do desenrolar das consequências do desastre vulcânico, o trabalho dos filântropos bem vindo seria. Mas na sobrecarga de equipes com certas demandas manifesta-se o teor de entendimento pelo Estado guatemalteco do papel que também lhe cabe, segundo suas faculdades, na promoçáo e no incentivo modelar da continuação da solidariedade no seio da sociedade comum a quem deve satisfações cobradas na escolha por esta de parte de seus mantenedores.

Abrindo caminhos para desfechos incertos a acessibilidade do amparo temporário público se atrela proporcionalmente ao tanto do qual é buscado por conta própria pelos sobreviventes. A leva persistente na ocupação do território banhado pela lava é mantida na direção certeira de futuras tragédias pela desconsideração deles por parte do governo como alvo de imediatos esforços para reverter a necessidade de uso daquela terra hostil concedida há bastante tempo por ele aos moradores. Por considerações espera, ainda, a margem de impacto da taxa de antigos habitantes voluntariamente deslocados exitosos no encontro de lar definitivo longe daquela ou de congêneres zonas de risco sobre a dimensão de eventuais repetecos da catástrofe. Observando os rastros da passagem de anteriores forças naturais indomáveis sobre as interações políticas e econômicas em países próximos, há como os gestores nacionais e regionais guatemaltecos referenciarem-se, a respeito de práticas dignas de prevenção ou abandono, pelo que não tem dado frutos prestativos e, na busca por inspirações a pretendidas boas manobras, mediante os êxitos da vizinhança.

Medidas anunciadas no México posteriormente aos dois intensos terremotos de setembro exibem pormenores válidos para a realidade enfrentada na Guatemala, sobretudo se estiverem desaguando em circunstâncias convenientes as decisões dos governos vigentes no centro do poder e nos estados do primeiro país e seus sucessores nomeados pelo povo em meio a um baixo nível de profissionalismo no planejamento das eleições no recente domingo. A ausência de propriedades em poder de instituições oficiais guatemaltecas para a realocação dos desabrigados adequa ao que houver de interesse em trabalhar para a superaçào do dilema um aproveitamento como baliza do propósito aparente da concessão pelas autoridades mexicanas de autonomia aos investidores que doaram recursos para reconstrução no tocante ao uso de suas ideias que forem edificantes.

Igualmente o campo das demandas diretas ao Estado relativas a necessidades de complexidade maior que o potencial para serem plenamente saciadas mediante iniciativas extraoficiais se vulnerabiliza a possível bom modelo de luta pela prudência nos gastos governamentais advindo do Partido Revolucionário Institucional (PRI), agremiação política do território vizinho. Em caso de engajamento por organizações governistas ou opositoras com influência sobre o ambiente político guatemalteco na redução da dependência pelos partidos do financiamento estatal e no enxugamento das vagas necessárias no poder legislativo, agirá outro fator de alívio na carga de compromissos sobre as forças humanas burocráticas e as naturais.

Desapropriações, com sérios entraves a clandestinas tentativas de reversão, do entorno do vulcão visando, por exemplo, transformar as terras num território de preservação ambiental capaz de interferir nas condições climáticas e na biodiversidade nacionais sob uma intervenção humana restrita a pesquisas científicas precisam ser a aposta a ser feita buscando-se usufruir dos limites geográficos do tipo de tragédia a que as medidas se relacionam, a respeito do que outros países americanos dispunham de menos facilidades para conter os efeitos de seus específicos desastres. Em lugares como Porto Rico e Estados Unidos, parte da relação de alvos dos furacões, as especificidades de abrangência territorial variantes entre diversas ocorrências atmosféricas desse tipo não perderam total espaço para as falhas humanas administrativas em âmbito regional e nacional como responsáveis pela falta de capacidade do governo do condado de Harris, no Texas, para atender a todos que lhe querem vender seus imóveis em áreas inundadas e pelas fraquezas no combate à feitura de edifícios pouco resistentes aos esforços dos ventos e chuvas na ilha sob liderança suprema estadunidense.

É possível descobrir com antecipação em certos momentos quando a natureza mudará seu temperamento em algum lugar do mundo, embora nestes casos e nos imprevisíveis a inteligência humana nào possa impedir que isso aconteça. Qualquer sendo a situação, entretanto, os conhecimentos e ambições dos seres antrópicos de poder político e econômico sobre as massas do globo também dão seu palpite às forças ambientais com respeito ao nível em que podem reagir a sua exploração pela humanidade em geral.

(*) Jovem blogueiro de Itaporã ainda não matriculado em uma faculdade de jornalismo por falta de oportunidade na região, porém dedicado desde adolescente a um inovador método de apuração e análise jornalística.Trata-se de examinar fatos políticos, econômicos e sociais ocorridos no estado, resto do país e exterior com foco principalmente nos relatos (explicitados ou não nos artigos) da mídia do lugar exato ou áreas próximas de onde os eventos acontecem

 

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